Pesquisa confirma que rejeitos de barragem em Mariana-MG., contaminaram Abrolhos

Pesquisa confirma que rejeitos de barragem em Mariana-MG., contaminaram Abrolhos
20 fevereiro 21:20 2019 Imprimir esta notícia

Pesquisa divulgada nesta terça-feira (20) pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) aponta que corais do Parque Nacional dos Abrolhos, localizado no Sul da Bahia, “sofreram impactos significativos” dos rejeitos de minério da barragem de Fundão, que se rompeu em Mariana (MG), em 2015. Segundo os pesquisadores, “o dano é irreparável, devido à extensão atingida”.

A barragem que abrigava rejeitos de minério de ferro pertence à empresa Samarco, subsidiária da Vale, também proprietária da barragem que se rompeu em Brumadinho (MG) dia 25 de janeiro, deixando, até o momento, 169 mortos e 141 desaparecidos. Em Mariana, 19 pessoas morreram com o rompimento da barragem.

A pesquisa da Uerj mostra que os resíduos do beneficiamento de minério da barragem de Mariana se espalharam rapidamente pelo Rio Doce, até chegar ao litoral norte do Espírito Santo e ao Sul da Bahia. Mas não havia evidências até o momento de que Abrolhos, a uma distância de 250 km da costa, tivesse sido contaminado.

Num relatório de 50 páginas, os pesquisadores apresentaram análises detalhadas sobre a presença de metais nestas estruturas marinhas, demonstrando notória incorporação de zinco e cobre, entre outros elementos.

O parque marinho abriga mais de 1/3 de toda a biodiversidade marinha global conhecida e é considerado o recife de corais mais importante do Atlântico Sul. De acordo com pesquisadores da Uerj, os corais são animais cnidários que vivem em colônias e segregam exoesqueletos calcários. (Informações: Correio)

  Categorias: