Polícia Civil de Itamaraju perde prazo de conclusão de inquérito e mulher presa com 14 quilos de drogas tem prisão relaxada

Polícia Civil de Itamaraju perde prazo de conclusão de inquérito e mulher presa com 14 quilos de drogas tem prisão relaxada
25 março 11:33 2016 Imprimir esta notícia

Nínive Alves dos Santos, de 23 anos, foi presa no início da noite de segunda-feira do último dia 15 de fevereiro, no Terminal Rodoviário de Itamaraju, quando estava em posse de 14 quilos de maconha, em tabletes. A prisão aconteceu após os policiais militares realizarem campana nas imediações do terminal e em seguida ao flagrante, a acusada e a droga foram encaminhadas à Delegacia da Polícia Civil de Itamaraju (DEPOL) e como a carceragem itamarajuense não possui celas para mulheres, a mesma acabou sendo recambiada para a sede da 8ª Coorpin de Teixeira de Freitas. Em solo teixeirense a acusada permaneceu custodiada por 33 dias.

Segundo informações levantadas pelos policiais do Pelotão de Emprego Tático Operacional (PETO), da 43ª CIPM, responsáveis pela prisão, a droga veio de Eunápolis e seria distribuída em vários pontos de tráfico na cidade de Itamaraju.

Segundo consta da decisão do juiz Heitor Awi Machado de Attayde, titular da comarca de Itamaraju, que relaxou a prisão da acusada, Nínive ficou presa por 33 dias, quando a Polícia Civil deveria concluir o inquérito do caso em no máximo 30 dias. “Compulsando os autos, verifico que a requerente se encontra presa desde o dia 15/02/2016 em razão de sua prisão em flagrante. Verifico, ainda, que a prisão em flagrante da requerente foi convertida em prisão cautelar em 18/02/2016, e até a presente data, conforme certidão cartorária, a autoridade policial não encaminhou o inquérito policial pra este juízo. Desta forma, conforme o Artigo 10 do Código de Processo Penal, constato excesso de prazo para conclusão do inquérito”, diz o juiz Heitor Awi Machado de Attayde.

E completa: “Logo não podendo a requerente sofrer exclusivamente os efeitos deletérios do tempo de encarceramento provisório por ineficiência do aparelho judicial, entendo que a prisão dela deve ser relaxada. Ante o exposto, reconheço o excesso de prazo e relaxo a prisão Nínive Alves Lima”.

A delegada Rosângela Santos, titular da Polícia Civil de Itamaraju, ainda não comentou sobre a decisão do juiz Heitor Awi Machado de Attayde, tampouco os motivos que a levaram a perder o prazo legal para conclusão do inquérito policial do caso.

Nesta quinta-feira, dia 24 de março, a reportagem do Teixeira News apurou que a mulher já deixou a cadeia, tanto que postou comentário comemorando a liberdade em suas contas nas redes sociais.

Morte do marido

Ninive Alves Lima, de 23 anos, é ex-esposa do traficante Agnajan Bonfim Santos, o “Guina”, de 27 anos, morto com 7 tiros por volta das 19h30 de sexta-feira, dia 11 de julho de 2014, na rua Américo Guimarães, nº 7, bairro Santo Antônio do Monte, na região norte de Itamaraju, onde o casal residia. Na época intrigou a polícia o fato da residência, que possuía dispositivos de segurança, as câmeras de vigilância estarem desligadas. Até os dias atuais a autoria do assassinato de “Guina” continua desconhecida. (Da redação TN) 

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