Salvador lidera casos de microcefalia na Bahia; Rui vai convocar reunião com prefeitos

Salvador lidera casos de microcefalia na Bahia; Rui vai convocar reunião com prefeitos
10 dezembro 10:06 2015 Imprimir esta notícia

“Temos de garantir o envolvimento de todos no combate ao mosquito Aedes aegypt, inclusive dos municípios baianos e, principalmente, daqueles que registraram casos de microcefalia em recém-nascidos provocados pelo zika vírus”, afirmou, nesta quarta-feira (9), o governador Rui Costa, que vai convocar, na próxima semana, os prefeitos dos municípios que registraram casos de microcefalia para discutir estratégias de combate ao mosquito.

A capital baiana foi a cidade que registrou o maior número de ocorrências da microcefalia em recém-nascidos. Dos 86 casos registrados até o último dia 3 pela Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde da Bahia, 53 deles ocorreram em Salvador. Este número segue o padrão estabelecido pelo Ministério da Saúde, no qual considera microcéfalos os bebês com perímetro encefálico igual ou inferior a 32 centímetros.

Uma das ações adotadas pelo governo baiano para o acompanhamento do quadro epidemiológico no estado é a implantação do Centro de Operações de Emergências em Saúde do Governo da Bahia, que entra em operação amanhã (10). O centro é coordenado pela Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) e contará com participação de outros órgãos estaduais, Ministério da Saúde, além de especialistas de diversas áreas, como sanitaristas, epidemiologistas, infectologistas, obstetras, neuropediatras. Serão produzidos boletins semanais, divulgados sempre as segundas, a partir das 15h.

O Centro de Operações também será responsável pelo envio de equipes para auxiliar os municípios na investigação em campo, clínica e laboratorial, bem como o estabelecimento de um plano para controle das microcefalias e redução dos agravos.

Desde o início do ano o governo baiano vem implementando uma série de ações de combate ao mosquito Aedes aegypti. Entre elas, está o desenvolvimento de um teste rápido, que associado a um smartphone com GPS, permite, simultaneamente, o georeferenciamento (Google Maps) dos casos, a fim de controlar rapidamente os surtos, bem como ter o resultado em apenas 20 minutos, o que antes demorava até 60 dias. Esta foi uma ação inédita no país e os primeiros municípios a dispor do teste rápido foram Feira de Santana, Riachão do Jacuípe e Ribeira do Pombal. (Da redação TN)

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