Teixeira de Freitas: Sucesso a noite cultural no Colégio Henrique Brito

Teixeira de Freitas: Sucesso a noite cultural no Colégio Henrique Brito
22 fevereiro 10:38 2019 Imprimir esta notícia

(O Coletivo das Artes Motirô e a escola exibiram filme e foi inaugurado mais um ponto de leitura.)

Foi um sucesso a iniciativa do Coletivo das Artes Motirô e da direção do Colégio Henrique Brito em promover na escola a projeção do filme “A Menina que roubava livros” e entregar aos alunos mais um ponto de leitura, em forma de uma geladeira cultural. O evento aconteceu na terça-feira, dia 19 de fevereiro e foi dirigido aos alunos de ensino médio da Escola Estadual Henrique Brito, começando às 19h30. A  direção da escola adotou a estratégia de exibir o filme no mesmo horário para todas as turmas em cada sala e depois levar os alunos para o pátio, onde aconteceu a  entrega do ponto de leitura e a palestra do advogado e cinéfilo Abmael Borges Sampaio aos alunos ali reunidos.

O FILME E A ESCOLHA

“A Menina que roubava livros” é um filme de produção teuto-americana de 2004, ambientado na Munique da Segunda Guerra e tendo como pano de fundo a cruel perseguição nazista aos judeus. O enredo, narrado pela Morte, mostra as aventuras da menina Liesel, que consegue sobreviver aos horrores da guerra através de livros roubados ao prefeito, com alguma permissão da esposa deste. O filme, desde a cena da queima de livros pelos nazistas, até a cura do amigo da menina, o refugiado judeu Max, por força dos livros que ela lia para ele, é toda uma alegoria sobre a importância de ler e do que isso pode fazer pela sanidade humana, mesmos em momentos de absoluta irracionalidade, como é o caso. A Diretora Administrativa do Coletivo das Artes Motirô, Kátia Aslene Dutra, afirmou que a escolha do filme se deu justamente por essa valorização do ato de leitura: “Entendemos que a escolha deveria se basear nessa valorização, já que estaríamos entregando mais um ponto de leitura, dessa vez aos alunos do Henrique Brito. A escolha se revelou acertada”, comentou.

O PONTO DE LEITURA

Disseminação dos pontos de leitura pela cidade, em forma de antigas geladeiras em desuso, reformadas e plotadas, onde livros são guardados, é uma iniciativa do Coletivo das Artes Motirô. O projeto é de colocar no mínimo dez pontos espalhados pela cidade. Esse do Henrique Brito é o terceiro da série. Colocado no pátio do Colégio, foi entregue à comunidade daquela escola depois da exibição do filme. A entrega foi feita pelo presidente de honra do Coletivo, Ramiro Guedes, na presença de professores e alunos do ensino médio, já com vários livros no interior da geladeira. Os livros podem ser lidos no local, levados para casa para posterior devolução e são aceitas doações que venham a compor o acervo.

A PALESTRA

Para uma atenta turma de alunos de ensino médio do Henrique Brito, o professor, advogado e cinéfilo, Abmael Borges Sampaio, palestrou para a turma sobre a temática do filme. O professor frisou a mensagem passada, afirmando que a grade lição da fita é fazer entender que, em qualquer circunstância, a leitura, além, de lazer, é uma forma de libertação. Depois da palestra, Abmael Sampaio observou aos organizadores que ficou impressionado pela atenção prestada pelos adolescentes, tanto ao filme, quanto a suas explicações: “Notei um interesse muito grande nos meninos, o que é animador e nos deixa com muita esperança”, afirmou.

A professora Karina, uma das organizadoras do evento, avaliou que as metas propostas na ocasião foram atingidas: “O filme despertou muito interesse, os alunos estão entusiasmados com o Ponto de Leitura e a escola orgulhosa por ter podido, junto com o Coletivo, realizar atividade tão importante”, declarou. Uma aluna do EJA, Alessandra, afirmou que o filme foi interessante e bem escolhido, ressaltando a importância do Ponto de Leitura: “É um equipamento que fica para nós, alunos, e que servirá para nosso prazer de leitura”.

Há projeto do Coletivo das Artes Motirô em levar a mais escolas Pontos de Leitura e filmes do Cineclube Sal na Pipoca, sempre relacionados com a importância de ler. (Por Ramiro Guedes)

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