ZARFEG: “Um depoimento forte, emocionante e contundente”

ZARFEG: “Um depoimento forte, emocionante e contundente”
01 março 13:06 2016 Imprimir esta notícia

A propósito de “O dia em que morri pela primeira vez”, do jornalista Edelvânio Pinheiro e que veio a público pela Editora PerSe de São Paulo, queremos apenas ratificar o que escrevemos na orelha do livro.

Trata-se de um depoimento forte, emocionante e contundente, em que o autor apresenta a contingência em que se viu forçado a ir do céu ao inferno, sem parada obrigatória no purgatório, por motivos que fogem aos objetivos desta resenha. Aqui nos interessa tão somente a obra.

Obra, aliás, que narra com riqueza de detalhes os 64 dias em que o autor ficou encarcerado à espera do tão sonhado relaxamento de prisão.

Privado da liberdade e separado do convívio dos amigos e/ou familiares, o protagonista se viu na situação-limite em que o ser humano é obrigado a questionar as razões (e desrazões) do seu ser e estar no mundo. Foi obrigado, num primeiro momento, a controlar a revolta interior e, num segundo, a fazer as pazes consigo e com seu Deus. Obviamente que há casos extremos em que o indivíduo opta por uma solução mais radical, negando-se a qualquer negociação consigo ou com outrem.

No caso de Edelvânio, felizmente, a saída legal e estética foi a melhor alternativa, de tal maneira que nós, leitores, acabamos presenteados com o fortíssimo “O dia em que morri pela primeira vez”.

A obra retrata, em primeiro plano, os relatos envolvendo a prisão, a separação do autor dos seus familiares e do convívio social, a experiência da revolta pessoal e o diálogo com o silêncio, que Edelvânio define como “a oração dos sábios”, citando Augusto Cury.

Num segundo plano, vencidos os primeiros desafios da perda da liberdade, vemo-lo fazendo as pazes consigo, com o outro (através do perdão) e, sobretudo, com seu Deus. Convém destacar aqui o apoio e a orientação recebidos do colega de cela evangélico e, também, policial. A ajuda da família do autor também foi relevante.

Finalmente, num terceiro momento, nos deparamos com o autor redigindo esta obra, numa operação não só catártica, mas também de autoconhecimento, revelação e conversão.

Para contemporizar e finalizar, vamos repetir o lugar-comum de que há males que vêm para o bem. Nesse caso, entendendo o bem como a obra em questão. No entanto, melhor que lançarmos mão de qualquer juízo de valor é darmos o seguinte testemunho: “Li, gostei e recomendo para todos”.

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