Acidente trágico envolvendo três veículos deixou 41 mortos na BR-116 no Vale do Mucuri

Um trágico acidente chocou o país após a sua ocorrência na madrugada deste sábado (21/12), na altura do Km-286 da Rodovia BR-116, na localidade de Laranjinha, no município de Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri, no estado de Minas Gerais. O acidente ocorrido por volta das 03h30 da madrugada, envolvendo uma Carreta que transportava uma pedra de granito, um ônibus com 45 passageiros e um carro de passeio, resultou na morte de 41 pessoas.

Os três ocupantes do carro de passeio saíram com vida. O motorista da carreta fugiu do local do acidente e é considerado foragido pela polícia. Ele está com a CNH suspensa por embriaguez ao volante. Durante coletiva de imprensa, a Polícia Civil de Minas Gerais, revelou que a possível causa do acidente foi o peso da carreta, que carregava uma pedra enorme.

“O caminhão seguia sentido Governador Valadares, e o ônibus no sentido Teófilo-Otoni. No declive, essa composição do caminhão teria se desgarrado e atingido em cheio o ônibus. Essa é a principal tese do momento. Dada a circunstância, a linha mais provável é o desprender dessa pedra. Foi verificado, por meio de notas fiscais, que a pedra era transportada do Ceará e o seu destino seria o estado do Espírito Santo e, pela nota fiscal, de maneira preliminar, foi possível verificar que houve excesso de peso no transporte da pedra”, detalhou o delegado Saulo Castro, da Polícia Civil de Minas.

Acidente trágico envolvendo três veículos deixou 41 mortos na BR-116 no Vale do Mucuri

Após perícia criminalística da Polícia Científica de Minas Gerais, os corpos das vítimas foram encaminhados para o Instituto Médico-Legal de Teófilo Otoni, onde vão passar pela primeira etapa dos exames e da identificação. Uma equipe do Instituto Médico-Legal de Belo Horizonte foi mobilizada para auxiliar os trabalhos.

Esse é o acidente mais letal desde 2008. Os outros mais críticos foram: Nova Itarina (BA), em 2011, com 33 mortos; Descanso (SC), em 2011, com 26 mortos; Gavião (BA), em 2024, com 23 mortos; e Guarapari (ES), de 2017, quando foram ceifadas 21 vidas.

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