Mucuri no escuro e na indignação: sucessivas quedas de energia escancaram o descaso da COELBA

A cidade de Mucuri vive dias de revolta, prejuízos e incertezas diante das constantes e prolongadas quedas de energia elétrica atribuídas à COELBA – Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia S.A., que, até o momento, não apresentou qualquer explicação oficial à população sobre as causas do problema. A semana foi marcada por instabilidade severa no fornecimento, transformando a rotina dos moradores em um verdadeiro teste de paciência. No período do Réveillon, quando a cidade recebeu visitantes e o comércio esperava um dos momentos mais promissores do ano, a energia caiu repetidas vezes, provocando danos materiais, transtornos e indignação generalizada.

Residências, estabelecimentos comerciais, pousadas e hotéis contabilizam prejuízos significativos. Aparelhos eletrodomésticos e eletrônicos queimados, lâmpadas “pipocando” a todo instante e sistemas interrompidos tornaram-se cenas comuns, resultado direto da oscilação violenta da rede elétrica. Na última segunda-feira (19/01), o caos se agravou: Mucuri e o distrito de Itabatã ficaram o dia inteiro sem energia elétrica, paralisando serviços, comércio e atividades essenciais. Na terça-feira (20), o problema voltou a se repetir, com a falta de energia a partir das 13h, só sendo restabelecida às 17h40, atingindo novamente Mucuri e também a cidade vizinha de Nova Viçosa.

Como se não bastasse, nesta quinta-feira (22), novas quedas de energia voltaram a castigar Mucuri, causando mais prejuízos a moradores, comerciantes e órgãos públicos. A sensação que predomina é de abandono e desrespeito com o consumidor. O problema, segundo a própria população, não é novidade: há anos a cidade convive com uma prestação de serviço considerada péssima, marcada por falhas recorrentes, falta de manutenção visível e ausência de respostas claras. Em Mucuri, é difícil encontrar um morador que não tenha ao menos um – ou vários – relatos de problemas com a Coelba. A pergunta que ecoa nas ruas é simples e urgente: até quando a população vai pagar caro por um serviço que não funciona?

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