
Uma operação precisa e orientada por inteligência resultou, na tarde desta quarta-feira (25/03), na prisão de um dos alvos prioritários das investigações pela autoria de um homicídio a 100 dias em Teixeira de Freitas. Policiais militares do Pelotão de Emprego Tático Operacional (PETO), da 87ª Companhia Independente da Polícia Militar, deram cumprimento ao mandado de prisão preventiva expedido contra Gustavo Dias de Souza, o “Gu”, 23 anos, apontado como autor do assassinato do comerciante Emanuel Messias Soares de Carvalho, 52 anos, professor de química e ex-diretor do Departamento Administrativo da Secretaria Municipal de Saúde de Teixeira de Freitas, executado em 1º de dezembro de 2025, no interior da sua loja, denominada de “Aromática”, na Rua Pedro Álvares Cabral, no centro de Teixeira de Freitas.
A captura foi desencadeada após o recebimento de denúncia anônima, cuja verossimilhança foi aferida pela equipe tática, culminando no deslocamento até a Rua Vasco da Gama, no bairro São Lourenço. No local, os policiais lograram êxito em localizar e deter o suspeito, que não ofereceu resistência relevante no momento da abordagem. Contra ele, pesava uma ordem judicial fundamentada em robusto conjunto probatório correlato no curso do inquérito policial, indicando sua participação direta na execução da vítima.
Segundo o delegado Ricardo Amaral, coordenador regional da Polícia Civil, a dinâmica delitiva revela características típicas de crime de execução: Gustavo teria se deslocado a pé até o estabelecimento comercial de Emanuel, efetuado disparos de arma de fogo à queima-roupa e, em seguida, evadido-se do local utilizando uma bicicleta como meio de fuga. A linha investigativa, até então consolidada, aponta que o crime foi perpetrado sem a participação de coautores, reforçando a tese de autoria individual.
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O histórico criminal do acusado agrava sobremaneira sua situação jurídica. Ele já responde por homicídio consumado e tentativa de homicídio praticados em 2022. No primeiro caso, vitimou Filipe da Rocha Silva, de 34 anos, em crime ocorrido no bairro Universitário, ocasião em que foi preso em flagrante e autuado por homicídio qualificado, porte ilegal de arma de fogo e tráfico de entorpecentes – tendo sido apreendidos 30 pedras de crack e um revólver calibre 38, supostamente utilizado na ação criminosa. Já no segundo episódio, figura como autor de tentativa de homicídio contra Rabriel Leal da Silva, em ocorrência registrada dias antes, evidenciando um padrão reiterado de conduta violenta.
No âmbito procedimental, após meses de diligências infrutíferas para sua localização – período em que o investigado encontrava-se foragido -, a autoridade policial representou pela decretação de sua prisão preventiva, medida cautelar posteriormente deferida pelo Poder Judiciário, com base na garantia da ordem pública e na conveniência da instrução criminal.

Após sua captura, Gustavo foi conduzido e apresentado à delegada Andressa Carvalho, autoridade policial competente, que formalizou o cumprimento do mandado judicial e determinou o seu encaminhamento ao Núcleo de Homicídios da 8ª COORPIN, unidade especializada que já conduzia as investigações do caso. Ele permanece custodiado, à disposição da Justiça, aguardando os desdobramentos do processo penal.
Em sua primeira oitiva, o acusado apresentou versão própria dos fatos, alegando que o crime teria sido motivado por um suposto episódio de abuso e desentendimento ocorrido no interior do estabelecimento da vítima. Em sua narrativa, afirma ter retornado ao local sob forte abalo emocional, ocasião em que efetuou os disparos. A declaração, no entanto, será submetida ao crivo do contraditório e da ampla defesa no curso da instrução processual, não afastando, por ora, os indícios de materialidade e autoria já reconhecidos pelas autoridades.
A Polícia Civil segue em diligência contínua para localizar a arma utilizada no crime e aprofundar a apuração acerca da real motivação do homicídio, não descartando novas linhas investigativas. O caso permanece sob sigilo parcial, dada a sua complexidade e repercussão social, enquanto o sistema de Justiça Criminal avança na busca pela responsabilização penal do acusado.

